Semana

Postado por Michel Chaves , terça-feira, 25 de maio de 2010 12:00

Ela

Postado por Michel Chaves , segunda-feira, 10 de maio de 2010 23:40


Ela pode ser o rosto que eu não consigo esquecer
Um traço de prazer ou de arrependimento
Talvez meu tesouro ou
O preço que eu tenho que pagar

Ela pode ser a música que o verão canta
Talvez o frescor que o outono traz
Talvez uma centena de coisas diferentes
No espaço de um dia

Ela pode ser a bela ou a fera
Talvez fartura ou a fome
Pode transformar cada dia em um paraíso
ou em um inferno

Ela pode ser o espelho do meu sonho
O sorriso refletido no rio
Ela pode não ser o que parece ser
dentro de sua concha

Ela, que sempre parece tão feliz no meio da multidão
Com os olhos tão pessoais e tão orgulhosos
Mas que não podem ser vistos
quando choram

Pode ser o amor que não espera que dure
Pode vir das sombras do passado
Que eu irei me lembrar até o dia de minha morte

Ela talvez seja o motivo para eu sobreviver
A razão pela qual eu estou vivo
A pessoa que cuidarei através
dos difíceis e imediatos anos

Eu, eu pegarei as risadas e as lágrimas dela
E farei delas todas minhas recordações
Para onde ela for, eu tenho que estar lá
O sentido da minha vida é ela

A carta que amor não leu ...

Postado por Thaís Lima 16:25

Muitas vezes parei e quis te escrever cartas, daquelas aos moldes antigos, dos antigos namorados, quiça falar de coisas antigas, que se remetam a situações ainda mais antigas. Pensei comigo: - Não é o que Michel gostaria de escutar. Não me leve a mau, mas é o que eu gostaria de falar. Tava aqui pensando na vida ( faço isso sempre antes de dormir) e fiquei pensando nos meus amores, nos sonhos,nas juras, no que fizemos e não fizemos juntos e me lamentei por cada um deles ... Pensei que tinhamos filhos, e na nossa casa, e na nossa família, e tudo isso se foi, não consegui, eles também não conseguiram, " não tinha que ser" com eles ... Enfim, fiquei pensando que retomei ao mesmo caminho, sonhei denovo, e tive filhos e casei e tive e não tive casa, só que dessa vez você ainda tá aqui. Ai parei e vi que não casei, nem filhos, nem casa, nem nada daquilo, mas você ainda tá aqui. Não sei se com você as coisas vão pelo caminho que não fiz, só sei que: "Mas você está aqui"!!
Eu quero muito casar, ter filhos, casa, cachorro, mas quero ter com você aqui. ( Isso tudo quem disse 1° não fui eu, foi o poeta). Mas, me deu vontade amor de dizer que eu quero que você esteja quando esse dia chegar, que tenhamos casa, filhos, cachorro, felicidade!!!Eu quero que você sempre esteja aqui, porque há sonhos, esperança, amor; há outro lugar melhor que esse? Espero que não duvides! ... Ahh, já ia esquecendo do fim, o outro apaixonado respondeu: - NÃO HÁ OUTRO LUGAR QUANDO SE CHEGA. Quero ser o seu lugar, quero te apixonar, ludibriar, encantar, adoçar e salgar; quero ser o seu "aqui" sempre! E isso eu também não disse primeiro, faz parte do conto, eles se disseram. E isso nem era assim, uma declaração de amor, dessas cansativas e chatas ( que você odeia) era uma conversa, e é o que resolvi fazer agora: conversar com você.

Ass: Thaís

À ela...

Postado por Michel Chaves , segunda-feira, 3 de maio de 2010 21:54





Vou dizer como é que eu era
Antes de ser de Maria:
Era um cabra corajoso
Precipitoso e ferino
Desses que só bate o pino
Prá Deus Pai, prá Deus Menino
Pros assuntos do Divino
E pro time de Jesus.

Parente de grau chegado
Do Capitão Virgulino
Resolvedor de pepino
De pontaria aguçada…
Por essa vida aloprada
Vez por outra eu chumbregava(*)
Beijava, cafunezava
Mas não sentia paixão.

Não falava voz de seda
Eu era coisura azeda…
Pensamento de limão.
Mas um dia, meu cumpadre,
Relaxei a prontidão
E num piscar de relâmpo
Que nem um par de tamanco
Tava preso num cordão.

Era o cordão de Maria
Caçula de “seo Bastim”
Se rindo, se aprochegando
E os dentinhos mordiscando
Um pendãozim de capim.
O manhoso da danada
Era chave de prisão.
Com um balde, um rodo e um sabão
E aquela saia azulzinha
Assoalhando a cozinha
Surfando em pano de chão.

Aquilo não é serviço
Aquilo é mais um balé!
Panim de chão bem pisado
E os passinho pinicado
Perguntando: tu me quer?
Eu confesso, meu cumpadre
Que´u que nunca fui pisado
Desejei ser espremido
Aberto e no chão botado
Banhado d´água e sabão
Desejei ser pisunhado
Pelos pezim da bondade
Desejei ser, na verdade,
Aquele panim de chão.

Juro perante o divino
Que, na hora e nesse dia
Bem dizer uma oração
Eu debrulhei prá Maria:

Maria do andar azul
Maria ingrediente dengoso
Maria de saia acambraiada
Maria bordada
Maria aprendida sem pecado
Maria croqui da imaculada perfeição
Maria assassina da tristeza
Maria do colo quente
Maria cantina de suflê
Maria rosê
Maria isenta de partículas de feiúra
Maria doçura
Maria pressagiozinho calmoso
Maria que cutuca meu peito incutucável
Maria amorável
Maria água e sabão
Maria pano de chão
Maria belisca-flor
Maria mãe do frescor
Maria chuva dourada
Maria romanceada
Maria adubo do amor
NÃO FAÇA EU DIZER: AMOR!!
MEU AMOR!!!

Poesia "Maria Pano de Chão, de
Jessier Quirino