Que a força do medo que eu tenho, não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe, seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo seja para sempre amada mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor, apenas respeitadas, como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
E que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto, um doce sorriso, que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor, e a outra metade... também
Eu te quero só pra mim Você mora em meu coração Não me deixe só aqui Esperando mais um verão Espero meu bem pra gente se amar de novo
Mimar você nas quatro estações Relembrar, relembrar O tempo que passamos juntos Que bom viver Andar de mãos dadas na beira da praia Por esse momento eu sempre esperei.
Nas xícaras sujas de ontem o café de cada manhã é servido. Mas existe uma palavra que não suporto ouvir, e dela não me conformo.
Eu acredito em tudo, mas eu quero você agora.
Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas, minha vida.
Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas.
Amo teu jogo triste.
As tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo.
Eu amo a tua alegria.
Mesmo fora de si, eu te amo pela tua essência. Até pelo que você poderia ter sido, se a maré das circunstâncias não tivesse te banhado nas águas do equívoco.
Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo, quando, sozinha, bordo mais uma toalha de fim de semana.
Eu te amo pelas crianças e futuras rugas.
Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis.
Amo teu sistema de vida e morte.
Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual.
Eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras.
Eu te amo desde os teus pés até o que te escapa.
Eu te amo de alma para alma. E mais que as palavras, ainda que seja através delas que eu me defenda, quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis, quando o próprio amor vacila.
Como esta noite findará E o sol então rebrilhará Estou pensando em você... Onde estará o meu amor? Será que vela como eu? Será que chama como eu? Será que pergunta por mim Onde estará o meu amor? Se a voz da noite responder Onde estou eu, onde está você Estamos cá dentro de nós Sós... Onde estará o meu amor? Se a voz da noite silenciar Raio de sol vai me levar Raio de sol vai lhe trazer Onde estará o meu amor? Une fleur
Eu não vou negar Que sou louco por você "Tô" maluco pra te ver Eu não vou negar Eu não vou negar Sem você tudo é saudade Você trás felicidade Eu não vou negar Eu não vou negar Você é meu doce mel Meu pedacinho de céu Eu não vou negar Você é minha doce amada Minha alegria Meu conto de fadas, minha fantasia A paz que eu preciso pra sobreviver Eu sou o seu apaixonado De alma transparente Um louco alucinado Meio inconsequente Um caso complicado de se entender É o Amor Que mexe com minha cabeça E me deixa assim Que faz eu pensar em você E esquecer de mim Que faz eu esquecer Que a vida é feita pra viver É o Amor Que veio como um tiro certo No meu coração Que derrubou a base forte Da minha paixão E fez eu entender que a vida É nada sem você Eu não vou negar você é meu doce mel Meu pedacinho de céu Eu não vou negar Você é minha doce amada Minha alegria Meu conto de fadas Minha fantasia A paz que eu preciso pra sobreviver Eu sou o seu apaixonado de alma transparente Um louco alucinado meio inconsequente Um caso complicado de se entender É o Amor Que mexe com minha cabeça e me deixa assim Que faz eu pensar em você e esquecer de mim Que faz eu esquecer que a vida é feita pra viver É o Amor Que veio como um tiro certo no meu coração
Você é assim Um sonho pra mim E quando eu não te vejo Eu penso em você Desde o amanhecer Até quando eu me deito...
Eu gosto de você E gosto de ficar com você Meu riso é tão feliz contigo O meu melhor amigo É o meu amor...
E a gente canta E a gente dança E a gente não se cansa De ser criança A gente brinca Na nossa velha infância...
Seus olhos meu clarão Me guiam dentro da escuridão Seus pés me abrem o caminho Eu sigo e nunca me sinto só...
Você é assim Um sonho pra mim Quero te encher de beijos Eu penso em você Desde o amanhecer Até quando eu me deito...
Eu gosto de você E gosto de ficar com você Meu riso é tão feliz contigo O meu melhor amigo É o meu amor...
E a gente canta E a gente dança E a gente não se cansa De ser criança A gente brinca Na nossa velha infância...
Seus olhos meu clarão Me guiam dentro da escuridão Seus pés me abrem o caminho Eu sigo e nunca me sinto só...
Você é assim Um sonho pra mim Você é assim... Você é assim... Você é assim...
-"Você é assim Um sonho pra mim E quando eu não te vejo Penso em você Desde o amanhecer Até quando me deito Eu gosto de você Eu gosto de ficar com você Meu riso é tão feliz contigo O meu melhor amigo É o meu amor"
Pra você guardei o amor Que nunca soube dar O amor que tive e vi sem me deixar Sentir sem conseguir provar Sem entregar E repartir
Pra você guardei o amor Que sempre quis mostrar O amor que vive em mim vem visitar Sorrir, vem colorir solar Vem esquentar E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz Quem entender o que ele diz No giz do gesto o jeito pronto Do piscar dos cílios Que o convite do silêncio Exibe em cada olhar
Guardei Sem ter porque Nem por razão Ou coisa outra qualquer Além de não saber como fazer Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei Vendo em você E explicação Nenhuma isso requer Se o coração bater forte e arder No fogo o gelo vai queimar Pra você guardei o amor Que aprendi vendo meus pais O amor que tive e recebi E hoje posso dar livre e feliz Céu cheiro e ar na cor que arco-íris Risca ao levitar Vou nascer de novo Lápis, edifício, tevere, ponte Desenhar no seu quadril Meus lábios beijam signos feito sinos Trilho a infância, terço o berço Do seu lar Guardei Sem ter porque Nem por razão Ou coisa outra qualquer Além de não saber como fazer Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei Vendo em você E explicação Nenhuma isso requer Se o coração bater forte e arder No fogo o gelo vai queimar Pra você guardei o amor Que nunca soube dar O amor que tive e vi sem me deixar Sentir sem conseguir provar Sem entregar E repartir
Quem acolher o que ele tem e traz Quem entender o que ele diz No giz do gesto o jeito pronto Do piscar dos cílios Que o convite do silêncio Exibe em cada olhar Guardei Sem ter porque Nem por razão Ou coisa outra qualquer Além de não saber como fazer Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei Vendo em você E explicação Nenhuma isso requer Se o coração bater forte e arder No fogo o gelo vai queimar
Entre as coisas mais lindas que eu conheci Só reconheci suas cores belas quando eu te vi Entre as coisas bem-vindas que já recebi Eu reconheci minhas cores nela então eu me vi Está em cima com o céu e o luar Hora dos dias, semanas, meses, anos, décadas E séculos, milênios que vão passar Água-marinha põe estrelas no mar Praias, baías, braços, cabos, mares, golfos E penínsulas e oceanos que não vão secar E as coisas lindas são mais lindas Quando você está Onde você está Hoje você está Nas coisas tão mais lindas Porque você está Onde você está Hoje você está Nas coisas tão mais lindas
Para viver um grande amor, preciso É muita concentração e muito siso Muita seriedade e pouco riso Para viver um grande amor Para viver um grande amor, mister É ser um homem de uma só mulher Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer Nem tem nenhum valor Para viver um grande amor, primeiro É preciso sagrar-se cavalheiro E ser de sua dama por inteiro Seja lá como for Há de fazer do corpo uma morada Onde clausure-se a mulher amada E postar-se de fora com uma espada Para viver um grande amor
Para viver um grande amor direito Não basta apenas ser um bom sujeito É preciso também ter muito peito Peito de remador É sempre necessário ter em vista Um crédito de rosas no florista Muito mais, muito mais que na modista Para viver um grande amor Conta ponto saber fazer coisinhas Ovos mexidos, camarões, sopinhas Molhos, filés com fritas, comidinhas Para depois do amor E o que há de melhor que ir pra cozinha E preparar com amor uma galinha Com uma rica e gostosa farofinha Para o seu grande amor?
Para viver um grande amor, é muito Muito importante viver sempre junto E até ser, se possível, um só defunto Pra não morrer de dor É preciso um cuidado permanente Não só com o corpo, mas também com a mente Pois qualquer "baixo" seu a amada sente E esfria um pouco o amor Há de ser bem cortês sem cortesia Doce e conciliador sem covardia Saber ganhar dinheiro com poesia Não ser um ganhador Mas tudo isso não adianta nada Se nesta selva escura e desvairada Não se souber achar a grande amada Para viver um grande amor!
Não falo do amor romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas pessoas confundem isso com amor. Chamam de amor esse querer escravo, e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado. Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta. A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado. O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita. O amor é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como se deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine? Minha resposta? O amor é o desconhecido. Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre o desconhecido, a força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão. A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação. O amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante. A vida do amor depende dessa interferência. A morte do amor é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta. Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos, e nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim. Não, não podemos subestimar o amor não podemos castrá-lo. O amor não é orgânico. Não é meu coração que sente o amor. É a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve. O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém-nascidas. O amor brilha. Como uma aurora colorida e misteriosa, como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, o amor grita seu silêncio e nos dá sua música. Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do amor, se estivermos também a devorá-lo. O amor, eu não conheço. E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o amor a navega. Morrer de amor é a substância de que a Vida é feita. Ou melhor, só se Vive no amor. E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.
Uma história que teve dois inícios, não é tão fácil de contar, nem de começar, até porque sugere muitas interrogações, exclamações, ponto e vírgula, até por vezes, um ponto final. Podemos falar do acaso, ou da sorte?Do destino ou da pré- designação? Dos astros?E da vontade de Deus certamente. O fato é que nos encontramos pra fazer a Crisma e acabamos num forró; o fato é que eu gosto do sol, ele da chuva, eu gosto da agitação, ele do silêncio, eu gosto de doce, ele de salgado, eu gosto de badalar, e ele de ficar em casa, eu gosto do claro, ele gosta do escuro, eu gosto do amarelo, ele do vermelho, eu gosto dele e ele de mim. O fato, é que contradizemos os fatos, o óbvio, o legal, o “que era pra ser”. O fato é que não há muito que se falar dos “fatos”, porque na nossa história, eles eram antônimos e não sinônimos do nosso amor.
Naquele dia, eu tava ansiosa, iria começar o 1° dia das formações para o sacramento da Crisma, tinha tido um dia cheio, estudava inclusive aos sábados da formação, queria ver os amigos, os velhos e os novos, queria saber mais de Deus, e queria tanta coisa... Ele parecia não querer nada, muito menos tá ali! Mas eu queria ser amiga dele, e balançar ele pra dançar, vê ele de cara feia, sem dá um ‘piu’, e meu colorido, ofuscar aquelas roupas pretas. Mas, agora, éramos amigos e ele gostava de mim, ou não, mas já sorria e falava ‘oi’, só que os encontros acabaram e eu fiquei ele foi...
Daí em diante, ele era uma lembrança, e nada mais. Só que nos encontramos e eu o balancei outra vez, ofusquei com meu colorido suas roupas escuras e o chamei para voltar; Ele voltou, mas nem éramos tão amigos assim, embora no mesmo lugar, naquele lugar do início, eu não o empurrava mais pra dançar, nem meu colorido ofuscava o preto dele.
Naquele dia, eu tinha tido um dia cheio, até nos feriados assistia aula, tava fazendo pré-vestibular, só que agora tava ma fase final, desculpa perfeita para o show de Cirano e Cirino. Eu tinha um paquerinha e ele ia tá lá, e meus amigos também, inclusive ele, que não era tão meu amigo assim...
Eu cantava e ele tocava, esse motivo nos uniu outra vez, agora o colorido era o mesmo, mas o escuro da roupa dele não. Estávamos lá, no mesmo lugar, mas sem balançados, ele tava namorando, e eu também, ele namorou ela, e eu namorei eles.
Naquele dia, o dia do show, a gente se encontrou, e o balancei tanto, mais tanto, com minha roupa nem tão colorida assim, junto à dele que já não tinha nada escuro, agora formal e cheirava a homem.
Ele deixou ela, e eu, eles, e brincamos: “ quer ser meu namorado(a)?”, era brincadeira, a gente não queria isso não. Só que muita gente acreditou, mas nós dois, já éramos amigos, agora mais próximos, e mais próximos e mais próximos...
No show ficamos próximos, e mais próximos e mais próximos... Eu balançava ele e ele me balançava, mas já era de verdade, só que a gente não sabia, nesse dia estavam todos lá, o acaso, a sorte, os astros, o destino, a felicidade e por conseguinte Deus e sua santa vontade . Eu disse a ele naquele dia que queria namorar com ele, não, no dia do show não, no dia da “brincadeira”.
O..... meu coração, hoje tem paz Decepção, ficou pra trás Eu encontrei, um grande amor felicidade enfim chegou Como o brilho do luar Em sintonia com o mar Nessa viagem de esplendor Meu sonho se realizou A gente se fala no olhar..... no olhar! É água de chuva no mar..... no mar! Caminha pro mesmo lugar Sem pressa sem medo de errar É tão bonito..... é tão bonito o nosso amor A gente tem tanto querer.......que...rer! Faz até a terra tremer.......tre...mer! A luz que reluz meu viver O sol do meu amanhecer é você
Muitas vezes parei e quis te escrever cartas, daquelas aos moldes antigos, dos antigos namorados, quiça falar de coisas antigas, que se remetam a situações ainda mais antigas. Pensei comigo: - Não é o que Michel gostaria de escutar. Não me leve a mau, mas é o que eu gostaria de falar. Tava aqui pensando na vida ( faço isso sempre antes de dormir) e fiquei pensando nos meus amores, nos sonhos,nas juras, no que fizemos e não fizemos juntos e me lamentei por cada um deles ... Pensei que tinhamos filhos, e na nossa casa, e na nossa família, e tudo isso se foi, não consegui, eles também não conseguiram, " não tinha que ser" com eles ... Enfim, fiquei pensando que retomei ao mesmo caminho, sonhei denovo, e tive filhos e casei e tive e não tive casa, só que dessa vez você ainda tá aqui. Ai parei e vi que não casei, nem filhos, nem casa, nem nada daquilo, mas você ainda tá aqui. Não sei se com você as coisas vão pelo caminho que não fiz, só sei que: "Mas você está aqui"!! Eu quero muito casar, ter filhos, casa, cachorro, mas quero ter com você aqui. ( Isso tudo quem disse 1° não fui eu, foi o poeta). Mas, me deu vontade amor de dizer que eu quero que você esteja quando esse dia chegar, que tenhamos casa, filhos, cachorro, felicidade!!!Eu quero que você sempre esteja aqui, porque há sonhos, esperança, amor; há outro lugar melhor que esse? Espero que não duvides! ... Ahh, já ia esquecendo do fim, o outro apaixonado respondeu: - NÃO HÁ OUTRO LUGAR QUANDO SE CHEGA. Quero ser o seu lugar, quero te apixonar, ludibriar, encantar, adoçar e salgar; quero ser o seu "aqui" sempre! E isso eu também não disse primeiro, faz parte do conto, eles se disseram. E isso nem era assim, uma declaração de amor, dessas cansativas e chatas ( que você odeia) era uma conversa, e é o que resolvi fazer agora: conversar com você.
Vou dizer como é que eu era Antes de ser de Maria: Era um cabra corajoso Precipitoso e ferino Desses que só bate o pino Prá Deus Pai, prá Deus Menino Pros assuntos do Divino E pro time de Jesus.
Parente de grau chegado Do Capitão Virgulino Resolvedor de pepino De pontaria aguçada… Por essa vida aloprada Vez por outra eu chumbregava(*) Beijava, cafunezava Mas não sentia paixão.
Não falava voz de seda Eu era coisura azeda… Pensamento de limão. Mas um dia, meu cumpadre, Relaxei a prontidão E num piscar de relâmpo Que nem um par de tamanco Tava preso num cordão.
Era o cordão de Maria Caçula de “seo Bastim” Se rindo, se aprochegando E os dentinhos mordiscando Um pendãozim de capim. O manhoso da danada Era chave de prisão. Com um balde, um rodo e um sabão E aquela saia azulzinha Assoalhando a cozinha Surfando em pano de chão.
Aquilo não é serviço Aquilo é mais um balé! Panim de chão bem pisado E os passinho pinicado Perguntando: tu me quer? Eu confesso, meu cumpadre Que´u que nunca fui pisado Desejei ser espremido Aberto e no chão botado Banhado d´água e sabão Desejei ser pisunhado Pelos pezim da bondade Desejei ser, na verdade, Aquele panim de chão.
Juro perante o divino Que, na hora e nesse dia Bem dizer uma oração Eu debrulhei prá Maria:
Maria do andar azul Maria ingrediente dengoso Maria de saia acambraiada Maria bordada Maria aprendida sem pecado Maria croqui da imaculada perfeição Maria assassina da tristeza Maria do colo quente Maria cantina de suflê Maria rosê Maria isenta de partículas de feiúra Maria doçura Maria pressagiozinho calmoso Maria que cutuca meu peito incutucável Maria amorável Maria água e sabão Maria pano de chão Maria belisca-flor Maria mãe do frescor Maria chuva dourada Maria romanceada Maria adubo do amor NÃO FAÇA EU DIZER: AMOR!! MEU AMOR!!!