Aquela nossa história – Parte I
Postado por Thaís Lima , sexta-feira, 11 de junho de 2010 08:05
Uma história que teve dois inícios, não é tão fácil de contar, nem de começar, até porque sugere muitas interrogações, exclamações, ponto e vírgula, até por vezes, um ponto final. Podemos falar do acaso, ou da sorte?Do destino ou da pré- designação? Dos astros?E da vontade de Deus certamente. O fato é que nos encontramos pra fazer a Crisma e acabamos num forró; o fato é que eu gosto do sol, ele da chuva, eu gosto da agitação, ele do silêncio, eu gosto de doce, ele de salgado, eu gosto de badalar, e ele de ficar em casa, eu gosto do claro, ele gosta do escuro, eu gosto do amarelo, ele do vermelho, eu gosto dele e ele de mim. O fato, é que contradizemos os fatos, o óbvio, o legal, o “que era pra ser”. O fato é que não há muito que se falar dos “fatos”, porque na nossa história, eles eram antônimos e não sinônimos do nosso amor.
Naquele dia, eu tava ansiosa, iria começar o 1° dia das formações para o sacramento da Crisma, tinha tido um dia cheio, estudava inclusive aos sábados da formação, queria ver os amigos, os velhos e os novos, queria saber mais de Deus, e queria tanta coisa... Ele parecia não querer nada, muito menos tá ali! Mas eu queria ser amiga dele, e balançar ele pra dançar, vê ele de cara feia, sem dá um ‘piu’, e meu colorido, ofuscar aquelas roupas pretas. Mas, agora, éramos amigos e ele gostava de mim, ou não, mas já sorria e falava ‘oi’, só que os encontros acabaram e eu fiquei ele foi...
Daí em diante, ele era uma lembrança, e nada mais. Só que nos encontramos e eu o balancei outra vez, ofusquei com meu colorido suas roupas escuras e o chamei para voltar; Ele voltou, mas nem éramos tão amigos assim, embora no mesmo lugar, naquele lugar do início, eu não o empurrava mais pra dançar, nem meu colorido ofuscava o preto dele.
Naquele dia, eu tinha tido um dia cheio, até nos feriados assistia aula, tava fazendo pré-vestibular, só que agora tava ma fase final, desculpa perfeita para o show de Cirano e Cirino. Eu tinha um paquerinha e ele ia tá lá, e meus amigos também, inclusive ele, que não era tão meu amigo assim...
Eu cantava e ele tocava, esse motivo nos uniu outra vez, agora o colorido era o mesmo, mas o escuro da roupa dele não. Estávamos lá, no mesmo lugar, mas sem balançados, ele tava namorando, e eu também, ele namorou ela, e eu namorei eles.
Naquele dia, o dia do show, a gente se encontrou, e o balancei tanto, mais tanto, com minha roupa nem tão colorida assim, junto à dele que já não tinha nada escuro, agora formal e cheirava a homem.
Ele deixou ela, e eu, eles, e brincamos: “ quer ser meu namorado(a)?”, era brincadeira, a gente não queria isso não. Só que muita gente acreditou, mas nós dois, já éramos amigos, agora mais próximos, e mais próximos e mais próximos...
No show ficamos próximos, e mais próximos e mais próximos... Eu balançava ele e ele me balançava, mas já era de verdade, só que a gente não sabia, nesse dia estavam todos lá, o acaso, a sorte, os astros, o destino, a felicidade e por conseguinte Deus e sua santa vontade . Eu disse a ele naquele dia que queria namorar com ele, não, no dia do show não, no dia da “brincadeira”.

Postar um comentário